quarta-feira, 8 de abril de 2015

CONTA DE LUZ, CADA VEZ MAIS CARA NO BRASIL!


CONTA DE LUZ CADA VEZ MAIS CARA!

Hoje, mais uma vez, recebemos a notícia de que a conta de energia elétrica subirá novamente pela  4ª vez...
O que podemos fazer para minimizar o impacto dos aumentos da energia elétrica na nossa vida?
A energia elétrica influencia diretamente na inflação, pois os custos de produção de bens e serviços são afetados diretamente pela variação do custo da energia elétrica.
Por outro lado, no Brasil, como a maior parte da energia elétrica produzida é de origem hidráulica, os mananciais tem que ser divididos em parte para geração de energia e parte para atender às demandas por água potável.

André Bowni.
CONTA DE LUZ CADA VEZ MAIS CARA!

Hoje, mais uma vez, recebemos a notícia de que a conta de energia elétrica subirá novamente pela  4ª vez consecutiva. O que resta  fazer para nos livrarmos dessa sequencia de carestia que puxa para cima  muitos outros aumentos? 


Todo ramo de atividade depende de energia elétrica e, por essa razão, quando ela sobe de preço, a inflação tende a crescer, porque tudo aumenta de preço nas cadeias de produtividade do comércio, indústria,serviços, transportes, educação, saúde, lazer, etc.


O que podemos fazer e que está ao nosso alcance é empenharmos nos ao máximo em reduzir o consumo de energia elétrica.


Abaixo, indico um livro que vai ser um manual prático com dicas que poderão ajudar na difícil tarefa de economizar energia elétrica.













sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dicas

Escolha modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia;


Prefira aos modelos que possuam recursos de programação, como o timer;


Instale a unidade externa (condensadora) em um local com boa circulação de ar;


Não bloqueie as laterais e o fundo do seu aparelho de ar condicionado de janela. Isso reduz a eficiência do aparelho;


Proteja a parte externa do aparelho do sol direto, sem bloquear as grades de ventilação;


Evite o frio excessivo regulando o termostato adequadamente;


Mantenha portas e janelas bem fechadas, para evitar a entrada do ar da rua;


Evite o calor do sol no ambiente, fechando cortinas e persianas;


Mantenha os filtros limpos. Filtros sujos forçam o aparelho a trabalhar mais;


Desligue o aparelho sempre que você se ausentar do ambiente por muito tempo.


Dica extra: Se você pretende deixar o ar condicionado ligado por muito tempo, escolha um marca Inverter, eles são muito mais econômicos.


Usando seu ar condicionado da maneira correta, você economiza e também aumenta a vida útil dele.




Fonte

Ar condicionadoAr condicionado split inverterdicaseconomiaenergiaInverterProcelSelo Procelsplit inverter
http://blog.webcontinental.com.br/10-dicas-para-economizar-energia-com-ar-condicionado/
Dicas de como economizar energia elétrica neste verão
Para gastar menos neste verão, siga alguma dicas

Ações simples e algumas pequenas mudanças de hábito do consumidor podem proporcionar uma economia significativa no consumo de energia, nos meses de verão, sem abrir mão do conforto e bem-estar.

Os meses de verão também podem ser utilizados para economizar energia, desde que algumas práticas simples sejam adotadas. Ações simples e pequenas mudanças de hábito podem proporcionar uma economia significativa no consumo de energia, sem abrir mão do conforto e bem-estar.

Confira algumas dicas de como economizar neste verão:

Geladeira - O consumo sobe à medida que se torna frequente o ato de abrir e fechar a porta, principalmente em curtos espaços de tempo. Isso acontece porque ao abrir a porta o ar quente de fora penetra no interior da geladeira, fazendo com que o compressor do equipamento atue para novamente baixar a temperatura, elevando o consumo de energia.

Ar-condicionado - O equipamento é um grande consumidor de energia, portanto, para minimizar o consumo é preciso combater o desperdício. Para isso, toda vez que este aparelho for ligado, portas e janelas devem estar fechadas. Assim, haverá confinamento do ar frio e o desempenho do
equipamento será melhor.

Ventilador - Apesar de normalmente ficar ligado por muitas horas seguidas, o ventilador não se caracteriza por ser um grande consumidor – geralmente, os modelos não passam de 125W de potência. Mesmo assim, é fundamental mantê-lo desligado quando não houver ninguém no ambiente,
para economizar energia.

Viagem – Quem viaja deve adotar algumas medidas, tanto para baixar o consumo, como para aumentar a segurança nas residências. A orientação é que todos os equipamentos sejam desligados das tomadas. Alguns deles, como micro-ondas e aparelhos de DVD, por exemplo, têm displays e luzes de stand-by que ficam consumindo energia enquanto os proprietários estão fora.

Tirar os equipamentos das tomadas também aumenta a segurança. Quando os equipamentos ficam conectados, mesmo desligados, podem ser vítimas de uma eventual sobretensão elétrica, que pode levar à queima dos produtos. Em situações mais críticas, a sobretensão pode provocar um incêndio no imóvel. Para evitar o problema, a recomendação é a de instalar dispositivos de proteção contra surtos (DPS

http://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2015/01/vida/viver_com_saude/118252-dicas-de-como-economizar-energia-eletrica-neste-verao.html
Especialista dá dicas para economizar energia elétrica em casa, em Manaus

Geladeira aberta por muito tempo e esquecer as luzes ligadas é uma das 'manias' que pesam no bolso; Confira dicas para reduzir os custos

MANAUS - Esquecer de desligar as luzes quando não está mais na sala ou mesmo deixá-las ligadas durante o dia, quando a iluminação do sol é suficiente, são algumas das 'manias' que passam despercebidas no dia a dia. Mas esse consumo descontrolado de energia elétrica em casa pesa, e muito, no bolso da população de Manaus.

Segundo o engenheiro eletricista Juscelino Carioca, o que falta é a conscientização do tanto que esses mal costumes podem afetar na economia da casa. "Só em mudanças de hábitos, qualquer pessoa consegue reduzir 10% à 15% no tanto que paga pelo serviço", afirmou ao Portal Amazônia.

Carioca presta serviços na BMJ Comercial e Serviços Ltda em Manaus. A empresa é referência em serviços de manutenção predial, industrial, gerador de energia e reparos da construção civil entre outros serviços. Confira cinco dicas para deixar a fatura de energia elétrica mais leve no final do mês:

http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/dicas/especialista-da-dicas-para-economizar-energia-eletrica-em-casa-em-manaus/?cHash=680d96a6ea1dcdb69a7b42eb438fa969
Dicas para economizar energia
POR TRIBUNA
As altas temperaturas e a falta de chuvas têm feito com que os juizforanos utilizem mais alguns aparelhos elétricos. Com isso, a conta de energia pode ficar mais alta neste início de ano. Ventilador, ar condicionado e geladeira, por exemplo, são exigidos ao máximo no verão. Conforme a Cemig, o consumo de energia depende de duas variáveis: a potência dos equipamentos e o tempo de uso de cada um deles. Portanto, em sua residência, você possui dois caminhos para evitar o desperdício ao adquirir um eletrodoméstico: tentar identificar entre os similares os que possuem menores potências e prestar atenção no tempo de funcionamento destes, pois, em muitas das vezes, os equipamentos permanecem ligados desnecessariamente.

Os aparelhos etiquetados pelo Inmetro e Procel indicam aqueles que consomem menos energia, como os enquadrados nos modelos A ou B da escala, que vai até G.

A Cemig alerta que o valor gasto com o consumo de energia é inúmeras vezes superior ao preço de compra de um equipamento elétrico. A exemplo da compra de um veículo, em que o consumo de combustível é levado em consideração, o mesmo comportamento deve ser adotado na compra de qualquer aparelho.

Quem quer ir além e deseja investir numa economia constante, uma opção é instalar o sistema de aquecimento solar. Uma família de quatro pessoas que utiliza o chuveiro durante uma hora por dia gasta cerca de R$ 1 mil por ano apenas com banhos. Um sistema solar para essa família está na faixa de R$ 2.500 e tem uma durabilidade de mais de dez anos. Conforme a Cemig, o valor investido pode ser recuperado rapidamente.


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ECONOMIA

30/01/2015 Material escolar sobe até 85% em JF
29/01/2015 Fim do prazo de adesão ao Simples
29/01/2015 Alíquotas de PIS e Cofins sobre combustíveis sobem no domingo

29/01/2015 Procon divulga pesquisa de material escolar

29/01/2015 Mais de 100 sugestões para transporte em JF

http://www.tribunademinas.com.br/dicas-para-economizar-energia/
Dicas para economia de energia ao usar o computador

 Dicas

Para que você possa usufruir do seu computador provocando o menor impacto possível sobre o meio ambiente, aqui vão algumas dicas úteis.

1. Use, mas não abuse

Use o seu computador sempre que necessário, mas apenas o necessário. Lembre-se que ele é um equipamento que consome energia elétrica, que para ser produzida emite gases de efeito estufa e contribui para o aquecimento global. Por isso, uma das formas de contribuir para o combate à mudança climática é usar menos o computador.

2. Desligue seu PC quando não estiver em uso

Muitas pessoas acham que o processo de ligar e desligar o computador consome mais energia do que deixar o aparelho ligado. Não é verdade. Sempre que for se ausentar por mais de meia hora, vale a pena desligar o computador. Um bom exemplo é na hora do almoço. Um computador ligado durante 1 hora/dia consome 5,0 kwh/mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente de desligar o computador durante esta uma hora de almoço será de 60 kwh, o que leva cada pessoa que desligar seu computador a deixar de jogar na atmosfera 18 quilos de CO2. Esse volume corresponde ao emitido por um carro movido a gasolina ao percorrer 120 km.

3. Desligue o monitor quando for deixá-lo inativo por mais de 15 minutos

Em relação à energia, o mesmo raciocínio se aplica ao monitor de vídeo. Desligue-o sempre que for se afastar por mais de 15 minutos. .

4. Configure o computador para economizar energia

Efetuar pequenas configurações na máquina, como regular o brilho da tela, podem reduzir o consumo de eletricidade. Configure o tempo para o micro entrar em modo de espera ou em hibernação quando estiver ocioso. No Windows, acesse, no menu Iniciar, "Painel de Controle/ Vídeo/ Proteção de Tela". Lá é possível definir esquemas de consumo de energia.

5. Desligue todos os equipamentos que não estão em uso

Desligue o computador e todos os periféricos da tomada quando não estiverem em uso. Uma boa opção é usar uma régua de tomadas com chave de liga/desliga. Isso evita que o computador e os periféricos, tais como impressoras e modens, mantenham um consumo de energia, ainda que baixo, mesmo quando não estão sendo usados.

6. Diga não ao lixo eletrônico

Não envie desnecessariamente spams e correntes que congestionam caixas postais e poluem o mundo on- line, levando a um uso mais intenso dos computadores e, como conseqüência, a um consumo maior de energia elétrica. De acordo com levantamento feito pela Barracudas Networks, uma grande empresa norte-americana de gerenciamento de correio eletrônico, 95% dos emails enviados no mundo todo são spams.

7. Conserte em vez de trocar

Se o seu computador quebrar, pense em consertá-lo em vez de trocá-lo por um novo. Segundo a Universidade das Nações Unidas (UNU), um computador comum pesa 24 quilos em média, e emprega ao menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis, contribuindo desta forma para o gasto de energia e, conseqüentemente, para o aquecimento global. Gasta também 1.500 litros de água em seu processo de fabricação. Esta relação supera, proporcionalmente, por exemplo, a dos automóveis, que utilizam, no máximo, duas vezes o seu peso em matéria-prima e insumos. Um único chip de memória RAM consome 1,7 quilos de combustíveis fósseis e de substâncias químicas para ser produzido, o que corresponde a cerca de 400 vezes o seu peso.

8. Não se deixe fascinar pelas novidades.

Pense bem se você precisa mesmo trocar de computador ou se está apenas encantado com alguma novidade tecnológica que logo será superada. O melhor computador é aquele que atende às suas reais necessidades e pode não ter nada a ver com o computador cuja publicidade afirma ser o melhor. É preciso levar em consideração o que se gasta para fabricar um computador. Cerca de 1,3 tonelada de CO2  é emitida na produção de um PC Ao evitar  trocar seu computador pelo período de um ano, a quantia de CO2 emitida no seu  processo de fabricação não será liberada, ao mesmo tempo que será contabilizada uma diminuição da mesma quantia de CO2 na sua conta pessoal de emissões de gases do efeito estufa.

9. Pesquise e conheça os equipamentos que consomem menos energia.

Evoluções tecnológicas têm permitido a fabricação de computadores cada vez mais eficientes energeticamente. Compare o consumo dos aparelhos antes de comprar e prefira os mais econômicos. Uma das últimas novidades que surgiram foram os processadores múltiplos (leia box). Normalmente, os equipamentos que gastam menos eletricidade têm o logotipo da Energy Star. Procure também conhecer o processo de fabricação dos computadores, dando preferência àqueles que tiveram uma produção de menor impacto negativo na sociedade e no meio ambiente.

10. Avalie a eficiência energética ao escolher um monitor

Se for preciso comprar um novo monitor, dê preferência aos de cristal líquido (LCD), em lugar dos monitores de tubo (chamados CRT). Não é apenas uma questão estética. Monitores LCD consomem menos energia do que os de tubo. De acordo com o professor do Senac, Rodrigo Mota, essas novas tecnologias gastam quase 40% a menos de energia do que a convencional.

11. Doe seu computador velho

Se estiver mesmo decidido a comprar um novo computador, cuide para que o velho não vá parar no lixão. Uma boa possibilidade é doar o computador antigo para algum parente ou amigo que precise. Dessa forma, você estará evitando que as matérias-primas, a água, o combustível e a eletricidade gastos na fabricação do seu antigo computador terminem no lixo. Caso você não conheça ninguém que possa aproveitá-lo, pense em entregá-lo a entidades que o recolhem e reaproveitam suas partes e componentes.

 

O que são processadores múltiplos

Uma das novidades mais comentadas em termos de eficiência energética de computadores são os processadores com dois núcleos ou mais, conhecidos como processadores múltiplos.

A idéia é simples. O modelo tradicional, com apenas um processador, aciona esse processador para qualquer tarefa que o computador faça. Os novos modelos, com dois ou mais processadores, cada um gastando menos energia do que o processador único, acionam apenas o processador que está sendo demandado naquele momento. Seria algo como se, ao usar um jogo no computador, fosse acionado apenas o processador de jogos, gastando somente a energia suficiente para fazer o jogo funcionar. Depois, ao ler e receber emails, seria acionado outro processador, especializado nessa tarefa e com menor consumo de energia do que os processadores convencionais.

Dessa forma, a capacidade do computador é ativada conforme a necessidade, e, assim não se consome toda a energia de uma só vez. “A geração anterior (de processadores) consumia 130 watts e a nova geração dos núcleos duplos da Intel (chamada core dois duo) consome 65 watts com desempenho 60% melhor” explica Marcel Saraiva gerente de produtos para servidores na América Latina, da Intel.

A solução interessa bastante às empresas, que por meio da troca dos processadores, conseguem uma grande redução no consumo de energia. Naturalmente, o mesmo vale para o consumidor doméstico que irá economizar energia, dinheiro e os recursos da sociedade e do planeta.

A maior vantagem do uso dos novos processadores vem para os usuários de notebook, porque a tecnologia de núcleos múltiplos faz com que a bateria necessite ser carregada menos vezes e, portanto, gastará menor energia elétrica nas cargas e terá uma durabilidade maior. Além disso, “como o notebook irá esquentar menos, também irá precisar de menos ventilação”, afirma Saraiva, da Intel, o que também reduz o seu consumo de energia.




Fonte Akatu

http://pga.pgr.mpf.mp.br/praticas-sustentaveis/economia-de-energia-ao-usar-o-computador
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Dicas de Economia de Energia
Equipamentos:

Para calcular o consumo médio de energia (kWh) de um equipamento de acordo com o seu hábito de uso, procure a potência do aparelho no manual do fabricante. Em seguida, faça o cálculo da seguinte forma:


Potência do equipamento (W) x Nº de horas utilizadas x Nº de dias de uso ao mês
1.000


Para achar o custo mensal em reais, multiplique o consumo médio em kWh pelo valor da tarifa cobrada pela concessionária local.

Confira abaixo a tabela com uma estimativa de consumo médio mensal de eletrodomésticos de acordo com um uso hipotético


Aparelhos Elétricos
Dias Estimados
Uso/Mês
Média
Utilização/Dia
Consumo Médio Mensal
(kWh)
Aparelho de blu ray
8
2 h
0,19
Aparelho de DVD
8
2 h
0,24
Aparelho de som
20
3 h
6,60
Aquecedor de ambiente
15
8 h
193,44
Aquecedor de mamadeira
30
15 min
0,75
Aquecedor de marmita
20
30 min
0,60
Ar-condicionado tipo janela menor ou igual a 9.000 BTU/h
30
8 h
128,80
Ar-condicionado tipo janela de 9.001 a 14.000 BTU/h
30
8 h
181,60
Ar-condicionado tipo janela maior que 14.000 BTU/h
30
8 h
374,00
Ar-condicionado tipo split menor ou igual a 10.000 BTU/h
30
8 h
142,28
Ar-condicionado tipo split de 10.001 a 15.000 BTU/h
30
8 h
193,76
Ar-condicionado tipo split de 15.001 a 20.000 BTU/h
30
8 h
293,68
Ar-condicionado tipo split de 20.001 a 30.000 BTU/h
30
8 h
439,20
Ar-condicionado tipo split maior que 30.000 BTU/h
30
8 h
679,20
Aspirador de pó
30
20 min
7,17
Batedeira
8
20 min
0,400
Boiler elétrico de 200 L
30
24 h
346,75
Bomba d'água 1/2 cv
30
30 min
7,20
Bomba d'água 1/3 cv
30
30 min
6,15
Cafeteira elétrica
30
1 h
6,56
Cafeteira expresso
30
1 h
23,82
Chaleira elétrica
30
1 h
28,23
Churrasqueira elétrica
5
4 h
76,00
Chuveiro elétrico - 4500 W
30
32 min
72,00
Chuveiro elétrico - 5500 W
30
32 min
88,00
Computador
30
8 h
15,12
Enceradeira
2
2 h
1,80
Espremedor de frutas
20
10 min
0,18
Exaustor fogão
30
2 h
9,96
Fax modem em stand by
30
24 h
2,16
Ferro elétrico automático a seco - 1050 W
12
1 h
2,40
Ferro elétrico automático a vapor - 1200 W
12
1 h
7,20
Fogão elétrico - cook top
(por queimador)
30
1 h
68,55
Forno elétrico
30
1 h
15,00
Forno micro-ondas - 25 L
30
20 min
13,98
Freezer vertical/horizontal
30
24 h
47,55
Freezer vertical frost free
30
24 h
54,00
Frigobar
30
24 h
18,90
Fritadeira elétrica
15
30 min
6,81
Furadeira
4
1 h
0,94
Geladeira 1 porta
30
24 h
25,20
Geladeira 1 porta frost free
30
24 h
39,60
Geladeira 2 portas
30
24 h
48,24
Geladeira 2 portas frost free
30
24 h
56,88
Grill
10
30 min
3,20
Home theater - 350 W
8
2 h
5,60
Impressora
30
1 h
0,45
Lâmpada fluorescente compacta - 11 W
30
5 h
1,65
Lâmpada fluorescente compacta - 15 W
30
5 h
2,25
Lâmpada fluorescente compacta - 23 W
30
5 h
3,45
Lâmpada incandescente - 40 W
30
5 h
6,00
Lâmpada incandescente - 60 W
30
5 h
9,00
Lâmpada incandescente - 100 W
30
5 h
15,00
Lavadora de louças
30
40 min
30,86
Lavadora de roupas
12
1 h
1,76
Liquidificador
15
15 min
0,80
Máquina de costura
10
3 h
3,00
Modem de internet
30
8 h
1,92
Monitor
30
8 h
13,20
Monitor LCD
30
8 h
8,16
Multiprocessador
20
1 h
8,56
Nebulizador
16
2,5 h
1,68
Notebook
30
8 h
4,80
Panela elétrica
20
1 h
22,00
Prancha (chapinha)
20
30 min
0,33
Projetor
20
1 h
4,78
Rádio elétrico pequeno
30
10 h
1,50
Rádio relógio
30
24 h
3,60
Roteador
30
8 h
1,44
Sanduicheira
30
10 min
3,35
Scanner
30
1 h
0,27
Secador de cabelo - 1000 W
30
10 min
5,21
Secadora de roupa
8
1 h
14,92
Tanquinho
12
1 h
0,84
Telefone sem fio
30
24 h
2,16
Torneira elétrica - 3250 W
30
30 min
48,75
Torradeira
30
10 min
4,00
TV em cores - 14" (tubo)
30
5 h
6,30
TV em cores - 29" (tubo)
30
5 h
15,15
TV em cores - 32" (LCD)
30
5 h
14,25
TV em cores - 40" (LED)
30
5 h
12,45
TV em cores - 42" (LED)
30
5 h
30,45
TV portátil
30
5 h
7,05
Ventilador de mesa
30
8 h
17,28
Ventilador de teto
30
8 h
17,52
Videogame
15
4 h
1,44

http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View={E6BC2A5F-E787-48AF-B485-439862B17000}
Manual de
Gerenciamento
de Energia
Sumário
INTRODUÇÃO
POR QUE USAR EFICIENTEMENTE A ENERGIA ELÉTRICA
NOÇÕES GERAIS SOBRE FATURAMENTO E UTILIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
• Conceitos
• Estrutura tarifária
• Preço médio
• Fator de carga
• Fator de potência
ANÁLISE DA CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA
ORIENTAÇÕES PARA GERENCIAR O CONSUMO DE ENERGIA
• Aprenda a identificar o seu consumo específico e a gerenciá-lo
• Aprenda a identificar o seu custo específico e a gerenciá-lo
VERIFICANDO OS RESULTADOS
• Como dimensionar as economias em energia (kWh) e valores financeiros (R$)
CONCLUSÕES
4
6
7
21
26
29
34
É uma satisfação tê-lo como Cliente Cemig!
A Cemig - Companhia Energética de Minas Gerais é um dos maiores e mais sólidos grupos do
segmento de energia elétrica do Brasil e América Latina com 59 anos de tradição, constituído por
58 empresas e 15 consórcios. Companhia de capital aberto controlada pelo Governo do Estado
de Minas Gerais, possui 117 mil acionistas em 44 países. Suas ações são negociadas nas Bolsas
de Valores de São Paulo, Nova York e Madri.
Hoje a Empresa é uma referência na economia global, reconhecida por sua atuação sustentável.
Em 12 anos consecutivos, a Cemig marca a sua permanência na seleta lista de empresas do Dow
Jones Sustainability World Index (DJSI World), consolidando-se como uma das empresas mais
sustentáveis do mundo.
O Grupo Cemig é reconhecido também pela sua dimensão e competência técnica, sendo considerada
a maior empresa integrada do setor de energia elétrica do Brasil.
Em Minas Gerais, responde por 96% da área de concessão, com mais de sete milhões de clientes,
em 774 municípios sendo considerada a maior Distribuidora da América do Sul. É, ainda,
a maior fornecedora de energia para clientes livres do País, com 25% do mercado, e um dos
maiores grupos geradores, responsável pela operação de 65 usinas, com capacidade instalada
de, aproximadamente, 7 GW.
A Cemig está trabalhando 24 horas por dia durante todos os dias do ano, para fornecer a melhor
energia do Brasil.
O mundo se preocupa cada vez mais com as mudanças climáticas, então o uso racional e efi -
ciente da energia se torna um desafi o constante para toda a sociedade. A efi ciência energética é
uma das melhores alternativas para se reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, tendo em
vista que auxilia na redução da taxa de expansão do sistema elétrico.
Nesse sentido, os Programas de Efi ciência Energética das Concessionárias, o Programa Nacional
de Conservação de Energia Elétrica – Procel, o Sistema Brasileiro de Etiquetagem e outras inúmeras
iniciativas contribuem de forma signifi cativa para a efi ciência energética do país, assim
como para o aumento da segurança no abastecimento, pois suas ações possibilitam reduzir a
demanda no horário da ponta do sistema elétrico.
O Brasil investe hoje pesadamente em geração de energia atingindo uma capacidade instalada
de 112 GW, para desperdiçar em seguida quase 18% de toda energia gerada, em diversos
setores: seja em processos, instalações, equipamentos e principalmente no seu uso. Podemos
dizer que a sociedade brasileira joga fora, anualmente, a energia gerada quase por 3 Cemig’s.
A Cemig através do seu Programa de Efi ciência Energética também conhecido como Programa
Energia Inteligente -EI, vêm trabalhando no sentido de conscientizar a sociedade mineira da
necessidade do uso racional de energia. Razões econômicas, ambientais e sociais inspiram essa
política.
Por iniciativas próprias ou em conjunto com outras Instituições, temos desenvolvido projetos
de incentivo ao uso efi ciente de energia elétrica, desde da década de 80. Neste período foram
realizados inúmeros Diagnósticos Energéticos (estudos onde são identifi cadas oportunidades em
combater o desperdício de energia elétrica) em unidades consumidoras das classes: industrial,
comercial/serviço, público e rural.
Introdução
5
Foram realizados, além disso, Estudos de Otimização Energética (estudos mais aprofundados
sobre o uso de energia) em diversos setores, destacando-se: Têxtil, Laticínio, Abate de Animais,
Cerâmica Vermelha e Hotéis.
A Cemig já investiu na faixa de R$ 500 milhões em efi ciência energética, por meio do Programa
Energia Inteligente. Atualmente estão sendo instalados sistemas solares em 508 Instituições de
Longa Permanência para Idosos em parceria com o Servas-MG, na área hospitalar pública estamos
atuando em mais de 100 hospitais através das substituição de autoclaves, sistemas de
iluminação e instalação de sistemas solares. No Projeto Jaiba estão sendo substituídos sistemas
de irrigação obsoletos de mais de 1000 colonos. Para a população de menor poder aquisitivo do
Estado estamos substituindo as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fl uorescentes compactas,
substituindo geladeiras e instalando 15.000 sistemas solares em casas dos conjuntos habitacionais
da Cohab-MG. Todas estas ações são implementadas através de palestras orientando
sobre o uso correto da energia.
A Cemig espera que com esses exemplos a sociedade adote a utilização de equipamentos efi -
cientes e o uso correto da energia, contribuindo assim, para reduzir o enorme desperdício de
energia já mencionado.
Devido a crescente preocupação de seus clientes com o uso racional da energia, foi criada a Efi -
cientia S.A., uma subsidiária integral da CEMIG, com a missão de fornecer a solução técnica e
a viabilidade fi nanceira para o desenvolvimento de projetos de efi ciência energética no mercado
nacional e internacional.
Reunindo profi ssionais experientes e o know-how adquirido pela CEMIG em muitos anos de trabalhos
na área, a Effi cientia oferece uma vasta gama de serviços como treinamentos e consultorias
visando o combate ao desperdício, estudos de otimização, projetos de conversão energética,
cogeração, manutenção de subestações entre outros.
Objetivo
Uma empresa que deseja alcançar uma estrutura de custos racionalizada e tornar-se mais
competitiva deve saber como contratar corretamente a energia elétrica e não pode admitir o
desperdício ou o uso inefi ciente desse insumo.
É necessário, pois, saber interpretar os dados da “Conta de
energia” e adquirir equipamentos mais efi cientes, além de
acompanhar os resultados da implementação de ações de
efi ciência energética.
É importante ter em mente que em um equipamento elétrico “o
maior custo se concentra no seu uso, então não economize na
compra”.
Espera-se que as informações contidas nesta publicação sejam
úteis para melhorar a utilização da energia elétrica, insumo
essencial para o desenvolvimento do nosso Estado e conforto
da nossa gente.
Para isso, foram utilizadas analogias, visando fazer com que as
informações aqui contidas sejam acessíveis a todos os nossos clientes.
4
Alguns motivos para o uso efi ciente da energia elétrica:
• Contribuir para o desenvolvimento sustentável;
• Necessidade urgente da redução da temperatura do nosso planeta;
• Redução de custos para os clientes, para o setor elétrico e para o país;
• Melhoria da produtividade e da competitividade dos produtos e serviços;
• Redução ou postergação dos investimentos para a expansão do sistema elétrico;
• Maior garantia e melhores condições de atendimento ao mercado consumidor de energia;
• Melhoria da efi ciência de processos e equipamentos;
• Minimização do impacto ambiental causado pelas instalações de geração, transmissão
e distribuição de energia.
A energia elétrica deve ser considerada como um fator de produção tão importante quanto o
trabalho, o capital e as matérias-primas. Por isso, gerenciar a energia é tão importante quanto
gerenciar recursos humanos ou fi nanceiros. Para tal, são necessários os seguintes passos:
1 - Conhecer alguns conceitos básicos (grupos tarifários, consumo, demanda, etc.);
2 - Identifi car em qual modalidade tarifária sua empresa está enquadrada;
3 - Compreender as informações da sua conta de energia;
4 - Identifi car mensalmente o consumo e a demanda;
5 - Acompanhar mensalmente seu consumo específi co;
6 - Identifi car seu fator de carga e atuar para aumentá-lo;
7 - Identifi car se o fator de potência está abaixo de 0,92 e corrigi-lo se for o caso;
8 - Implementar ações de uso efi ciente da energia.
Os próximos tópicos serão dedicados a detalhar conceitos e técnicas para acompanhamento
e análise do consumo específi co, fator de carga, preço médio, bem como outras grandezas
importantes para o gerenciamento da energia elétrica.
Ressaltamos que as informações aqui contidas representam a consolidação de trabalhos
elaborados não só pela Cemig como também pela Eletrobrás/Procel (Programa Nacional de
Conservação de Energia Elétrica).
Por que usar
eficientemente
a energia elétrica
6 7
Noções
gerais sobre
faturamento
e utilização
de energia
elétrica
• Conceitos
• Estrutura tarifária
• Preço médio
• Fator de carga
• Fator de potência
Para que se compreenda facilmente como é faturada a energia elétrica, é importante saber
em qual grupo tarifário sua instalação está enquadrada e alguns conceitos como consumo e
demanda.
Grupos tarifários
No mercado de comercialização de energia, os clientes são divididos em duas categorias:
• Grupo A: clientes de alta e média tensão
• Grupo B: clientes de baixa tensão
Grupo A: a carteira de clientes do grupo A da Cemig é composta por, aproximadamente,
onze mil clientes que são responsáveis por 65% de toda a energia comercializada. Este
grupo é constituído por seis subgrupos, cujo enquadramento depende do nível de tensão de
atendimento:
Subgrupo A1 - 230 kV ou mais
Subgrupo A2 - de 88 a 138 kV
Subgrupo A3 - 69 kV
Subgrupo A3a - de 30 a 44 kV
Subgrupo A4 - de 2,3 a 25 kV
Subgrupo AS - subterrânea
Grupo B: Nesta carteira os clientes são divididos em três classes: residencial, rural e demais
classes (industrial, comercial, serviços e poder público).
Como é faturada a energia – consumo e demanda
Esta publicação é mais indicada para os clientes de média tensão, no caso do subgrupo A4,
por isso os comentários a respeito do faturamento do grupo B não serão aprofundados.
Inicialmente é de suma importância compreender os conceitos de demanda (W) e
consumo (Wh). Com o intuito de simplifi car este entendimento, vamos fazer uma analogia
do mercado de comercialização de energia com um mercado fi ctício de locação de veículos
para transporte de carga.
Na prestação dos serviços de transporte de carga, vamos supor que também existam apenas
dois grupos de clientes:
• Grupo A: clientes de carga pesada.
• Grupo B: clientes de carga leve.
Os clientes de carga leve, ao contratar
os serviços de transporte, pagam apenas
pela distância percorrida, ou seja, pelos
quilômetros rodados. Os clientes de carga pesada
pagam a parcela relativa aos quilômetros rodados e
mais uma parcela que dependerá do peso da carga.
No caso do transporte de cargas leves, o valor da
fatura irá depender da distância percorrida e do
veículo utilizado.
8 9
Como exemplo veja a seguinte tabela:
Tipo de veículo Tarifa do km rodado
Modelo 1.0 R$ 0,20
Modelo 1.6 R$ 0,30
Modelo 1.8 R$ 0,40
Supondo que um cliente necessite de um modelo 1.6 para transportar sua carga e em um
certo mês foram rodados 3.000 km, sua fatura será 3.000 km x R$ 0,30/km = R$ 900,00.
Os clientes do grupo B do mercado de energia, podem ser comparados com os clientes
de carga leve. Estes pagam apenas pelo consumo registrado de energia – Wh e a tarifa do
subgrupo em qual classe o cliente está e enquadrado.
Compreenda como é faturado o consumo de energia: o consumo mensal de energia elétrica depende
do tempo de utilização mensal (em horas = h) dos diversos equipamentos elétricos e
de suas respectivas potências (em watts = W).
Como exemplo, vamos considerar um cliente com os seguintes equipamentos e períodos de
funcionamento mensais: uma TV com uma potência de 100 W e uma geladeira de 200 W;
sendo que a TV foi utilizada durante 200 horas e a geladeira funcionou durante 400 horas.
O consumo mensal registrado pelo medidor da Cemig será de 100 kWh.
Cargas Potência Tempo de funcionamento Consumo
(W) mensal (h) Wh kWh
TV 100 200 20.000 20
Geladeira 200 400 80.000 80
Total 100.000 100
O valor cobrado na conta de energia para os clientes de baixa tensão será o produto do
consumo de energia registrado (kWh) pelas tarifas das respectivas classes em que os clientes estão
enquadrados. Como já foi mencionado no grupo A o enquadramento dependerá do nível
de tensão, e no grupo B dependerá da classe do cliente.
Veja a tabela do grupo B com as tarifas atuais (resolução Nº 1.127, de 05/04/11):
Subgrupo Classe Tarifa do kWh
B1 Residencial R$ 0,39
B2 Rural R$ 0,23
B3 Demais classes R$ 0,36
Obs.: Tarifas sem impostos: ICMS, PIS/PASEP, CONFINS e contribuição de Iluminação Pública.
O valor do ICMS é de 18% para o rural e demais classes e de 30% para o seguimento
residencial.
No exemplo, o cliente iria pagar como residencial: 100 kWh x R$ 0,61(tarifa já com os impostos)
= R$ 61,00 mais a Contribuição de Custeio de Iluminação Pública que é arrecadada
para as Prefeituras
É importante ter em mente que, geralmente, o valor gasto com o consumo de energia é
inúmeras vezes superior ao preço de compra do equipamento. Hoje em dia existem diversos
equipamentos elétricos com a indicação do seu consumo médio mensal e a maioria das pessoas
ainda os adquirem observando apenas o preço. A exemplo da compra de um veículo,
onde o consumo de combustível já é levado em consideração, o mesmo comportamento deve
ser adotado quando da na compra de qualquer equipamento elétrico.
CONCEITOS
Reforçando a analogia utilizada para o entendimento do faturamento do grupo B, observa-se
que o valor a ser pago, no caso da energia, dependerá: da potência dos equipamentos, dos
respectivos tempos de utilização e das tarifas conforme classes de enquadramento. No caso
do mercado fi ctício do transporte de carga, o valor dependerá da potência dos veículos, das
distâncias percorridas e das tarifas conforme tipo de veículo utilizado.
Uma outra analogia que pode ser feita é comparar o consumo de energia com o consumo de
combustível. O consumo de combustível depende basicamente da potência dos veículos e da
distância percorrida e o consumo de energia depende basicamente da potência dos equipamentos
e do tempo de funcionamento dos mesmos.
Agora vamos voltar a analogia do transporte de carga para compreender o faturamento do
grupo A. O valor da fatura para os clientes de carga pesada irá depender além da distância
percorrida também do peso da carga a ser transportada (no caso da fatura dos clientes de
carga leve não é considerado o “peso”). O valor da fatura dos clientes do grupo A depende do
consumo de energia e da demanda contratada ou registrada (a fatura dos clientes do grupo
B não considera a demanda).
Para facilitar o entendimento da demanda e como e porque ela é contratada vamos fazer
uso da analogia. Na contratação do serviço de transporte de carga pesada o cliente deverá
informar qual o peso da carga em kilograma (kg) que deverá ser contratado. No decorrer da
utilização dos serviços podem acontecer apenas duas hipóteses, o peso da carga fi car abaixo/
igual da capacidade contratada ou ultrapassá-la. Será levado em consideração para o cálculo
desta parcela, o maior valor entre o realizado e o contratado.
Como exemplo, vamos supor que o cliente contratou o serviço de um veículo com capacidade
para transportar 3.000 kg. Na primeira hipótese foram realizadas diversas viagens durante
o mês com a carga variando de 2.300 kg até 2.700 kg. No fi nal do mês serão cobrados os
seguintes valores: a parcela relativa a quantidade dos quilômetros rodados e a parcela relativa
aos 3.000 kg, apesar de o cliente ter transportado no máximo 2.700 kg.
Na outra hipótese, durante a utilização mensal do serviço, foram realizadas diversas viagens com
a carga próxima dos 3.000 kg, mas em apenas uma viagem durante o mês, foi necessário transportar
3.400 kg.
Imediatamente a locadora envia um outro veículo capaz de transportar o excedente. No fi -
nal do mês serão faturados os seguintes valores: quantidade de quilômetros rodados,
parcela relativa aos 3.400 kg registrados e uma outra parcela relativa aos 400 kg excedentes.
Para manter a mesma metodologia utilizada na comercialização da energia, o peso
excedente será faturado com uma tarifa duas vezes maior que a tarifa normal que é utilizada
para faturar os 3.400 kg.
Os clientes do grupo A do mercado de energia podem ser comparados com os clientes de carga
pesada.Estes pagam, além do consumo registrado de energia – kWh, outra parcela referente
à maior demanda entre a registrada e a contratada – kW.
O cálculo do consumo de energia segue o mesmo raciocínio descrito para os clientes do
Grupo B, isto é, sempre dependerá das potências dos equipamentos e do tempo de utilização
dos respectivos equipamentos.
10
Ao adquirir um equipamento
elétrico, sempre verifi que
se existe um similar no
mercado que consuma menos
energia. Muitos deles possuem
o selo Procel e a etiqueta.
11
Como exemplo, vamos supor o seguinte levantamento:
Usos Carga Carga simultânea
fi nais instalada com os outros usos
Motores 40 kW 35 kW
Iluminação 20 kW 10 kW
Refrigeração 30 kW 20 kW
Total 90 kW 65 kW
Compreenda como é faturada a demanda: para defi nir a demanda que deverá ser contratada é
importante realizar o levantamento das potências de todos equipamentos que irão funcionar
simultaneamente.
Através do exemplo apresentado na tabela acima, pode-se observar que, apesar da carga
instalada ser de 90 kW, apenas uma parte de 65 kW funciona simultaneamente em um certo
momento durante o mês. Como segurança, a demanda a ser contratada deveria ser um
pouco acima de 65 kW. Entretanto a Cemig concede um prazo de três meses para o ajuste da
demanda a ser contratada e é permitida a ultrapassagem de até 5% do valor contratado.
A demanda registrada será a maior somatória das potências em um intervalo de 15 minutos durante
o período de leitura, que geralmente é de 30 dias.
Visando adquirir a energia elétrica pelo menor preço, os clientes do grupo A devem contratar a
demanda mais próxima possível de suas necessidades e também fazer a opção pela melhor
modalidade tarifária. São oferecidas para os clientes do grupo A4, duas modalidades tarifárias: a
convencional e a horo-sazonal.
Modalidades tarifárias
Antes de falar sobre as opções tarifárias para o Grupo A (no Grupo B vimos as opções tarifarias que dependem
apenas da Classe que o cliente pertence: residencial, rural, demais classes) é importante saber
como é o comportamento do mercado de energia.
Para facilitar a compreensão deste comportamento vamos supor que o mercado fi ctício de locação de
veículos para transporte de carga possua um comportamento similar ao mercado de energia.
No mercado fi ctício de locação de veículos para transporte de carga, vamos supor que exista um horário
durante os dias úteis onde ocorra um aumento muito grande de solicitação de cargas a transportar,
denominaremos horário de pico e um certo período do ano onde a frota diminui devido á manutenção,
vamos denominá-lo de período de manutenção.
Vamos considerar que o número de clientes de carga pesada é muito pequeno em relação aos de carga
leve, menos de 1%, entretanto, responsáveis por 65% do peso de toda carga transportada.
Com este comportamento onde ocorre grande solicitação de transporte de carga em algumas horas dos
dias úteis e pouca oferta de frota em alguns meses do ano, é necessário mostrar estas sanzonalidades
para o mercado visando manter o equilíbrio mais racional entre a oferta e a demanda. Isto é obtido
através de uma sinalização tarifária diferenciada para os horários e períodos, adotada apenas em uma
quantidade pequena de clientes.
Então seriam disponibilizadas para estes clientes de carga pesada, opções tarifárias com tarifas diferenciadas,
onde as tarifas do km rodado e do kg seriam mais caras no horário de pico e no período de
manutenção.
O mercado de energia da Cemig apresenta um comportamento similar, ocorre uma maior solicitação
de carga em certas horas dos dias úteis e existe uma menor oferta de energia em certo período do ano.
12
O horário de maior solicitação de energia é denominado horário de ponta - HP, é composto
por três horas diárias consecutivas definidas pela distribuidora considerando a curva de
carga de seu sistema elétrico, aprovado pela ANEEL para toda a área de concessão, com
exceção feita aos sábados, domingos, terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, Corpus
Christi, e os seguintes feriados definidos por leis federais: 01/01, 21/04, 01/05, 07/09, 12/10,
02/11, 15/11 e 25/12. Em média são 66 horas durante o mês.
O horário fora de ponta - HFP são as horas complementares às três horas consecutivas que
compõem o horário de ponta, acrescidas da totalidade das horas dos sábados, domingos e
dos 11(onze) feriados indicados acima. Neste horário as tarifas de energia são inferiores ás
do HP e em média são 664 horas durante o mês.
O período onde a oferta de energia diminui é denominado período seco – PS, é o período de
7 (sete) ciclos de faturamentos consecutivos, referente aos meses de maio a novembro.
Neste período as tarifas de energia são superiores ás do PU.
O período onde a oferta de energia aumenta é denominado período úmido – PU, é o período
de 5 (cinco) ciclos de faturamento consecutivos, referente aos meses de dezembro de um
ano a abril do ano seguinte.
Diante da sazonalidade do mercado de energia e visando manter um melhor equilíbrio entre
a “oferta e demanda” são oferecidas para os clientes do grupo A, a modalidade tarifária
Horo-sazonal.
Na modalidade Convencional, também oferecida para os subgrupos A4 e AS, não existe
sinalização tarifária, as tarifas independem dos HP, HFP e dos PS e PU.
Na modalidade Horo-sazonal existem 2 tipos, Azul e Verde, onde as tarifas de consumo são
diferenciadas conforme os postos horários e os períodos do ano. No caso da demanda as
tarifas são diferenciadas apenas na modalidade Azul e somente para os horários. Veja Tabela
a seguir.
Observem que, no caso da Verde, a tarifa do consumo é muito elevada no HP e no caso da
Azul a tarifa demanda HP é mais de 3 vezes e meia o valor da demanda HFP.
Consumidores A4 (de 2,3 kV a 25 kV) – Resolução Aneel 1.127 de 05/04/2011
Tipo Demanda (R$/kW) Consumo (R$/kWh)
Pon t a F ora de ponta
Ponta Fora de ponta Seco Úmido Seco Úmido
Azul 44,69 12,54 0,26 0,23 0,16 0,15
Verde 12,54 1,29 1,27 0,16 0,15
Convencional 44,72 0,16
Vamos dar uma dica para memorizar os tipos de tarifas: a regra do 4, 3, 2, 1
Tarifas de Ultrapassagem: aplicável sobre a diferença entre a demanda registrada e a contratada,
quando a demanda registrada exceder em 5 % a demanda contratada. O valor é
duas vezes o valor da tarifa normal. Entretanto a demanda de ultrapassagem será faturada
também na parcela com tarifa normal (veja no exemplo a seguir), ou seja, o valor de 1 kW da
demanda de ultrapassagem acaba onerando a conta com um valor 3 vezes maior que 1 kW
da demanda contratada faturado na tarifa normal.
13
Aplicada como opção
para consumidores
com demanda menor
que 300 kW.
(Ver observação 1)
Total registrado
Maior valor entre
- demanda medida
- demanda contratada
Preço único
Exceção
(Ver observação 5)
Aplicável quando a
demanda medida
superar a contratada
em 5%.
Verde
Aplicada como opção
para consumidores
com demanda
superior a 30 kW.
(Ver observação 3)
Total registrado no HFP
Total registrado no HP
(7)
Preços diferenciados
para HFP e HP e para
períodos seco e úmido.
Maior valor entre
- demanda medida
- demanda contratada
Preço único
Exceção
(Ver observação 5)
Aplicável quando a
demanda medida
superar a contratada
em 5%.
Azul
Aplicada como opção
para consumidores
com demanda superior
a 30 KW.
(Ver observação 3)
Total registrado no HFP
(6)
Total registrado no HP
(7)
Preços diferenciados
para HFP e HP e para
períodos seco e úmido.
Maior valor entre
- demanda medida
- demanda contratada
e
Preços diferenciados
para HFP e HP
Exceção
(Ver observação 5)
Aplicável quando a
demanda medida
superar a contratada
em 5% nos
respectivos horários.
e
Exemplo de ultrapassagem de demanda: consumidor do A4 com 1.000 kW de demanda contratada.
Demanda Parcela com Parcela com tarifa
registrada tarifa normal de ultrapassagem
1.050 kW 1.050 kW -
1.051 kW 1.051 kW 51 kW
ESTRUTURA TARIFÁRIA
As regras para o enquadramento tarifário estão apresentadas na tabela a seguir e as orientações
para a escolha da melhor opção tarifária serão detalhadas no final deste capítulo.
Tipos de tarifa Valores a serem faturados
Consumo (kWh) Demanda (kW) Ultrapassagem
Convencional
Tipo Demanda (R$/kW)
Ponta Fora de ponta
Azul 89,38 25,08
Verde 25,08
Convencional 89,44
18
18
19
18
19
7
7
7 8
16 17
16
16
Observações:
(1) Os números correspondem aos números que serão indicados na
conta de energia, no próximo capítulo.
7 8 16 17 18 19
Azul é 4 fatura-se 4 grandezas 2 demandas e 2 consumos
Verde é 3 fatura-se 3 grandezas 1 demanda e 2 consumos
Convencional é 2 fatura-se 2 grandezas 1 demanda e 1 consumo
Baixa Tensão é 1 fatura-se 1 grandeza 1 consumo
14 15
(3) Como a demanda mínima que pode ser contratada é 30 kW, então de 30 a 300 kW, o
cliente pode optar entre os 3 tipos:convencional, verde ou azul e acima de 300 kW o cliente
não pode optar pela convencional, apenas entre a azul e a verde.
(4) - A alteração de modalidade tarifária, por solicitação do consumidor, deve ser efetuada
nos seguintes casos:
I – desde que a alteração precedente tenha sido anterior aos 12 (doze) últimos ciclos de
faturamento; ou
II – desde que o pedido seja apresentado em até 3 (três) ciclos completos de faturamento
posteriores à revisão tarifária da distribuidora.
(5) Exceto para unidade consumidora da classe rural ou reconhecida como sazonal quando
a demanda a ser faturada será:
Tarifa Convencional - a demanda medida no ciclo de faturamento ou 10 % da maior demanda
medida em qualquer dos 11 (onze) ciclos completos de faturamento anteriores;
Tarifa Horo-sazonal - a demanda medida no ciclo de faturamento ou 10 % da demanda
contratada.
A cada 12 (doze) meses, a partir da data da assinatura do contrato de fornecimento, deverá
ser verifi cada se registraram, o mínimo de 3 (três) valores de demanda iguais ou superiores
aos contratados, excetuando-se aqueles ocorridos durante o período de testes; e faturar os
maiores valores obtidos pela diferença entre as demandas contratados e os montantes medidos
correspondentes, pelo número de ciclos em que não tenha sido verifi cado o mínimo
referido.
Com estes conhecimentos adquiridos até o momento é possível identifi car dois dados de
suma importância para realizar uma boa gestão energética:
• Preço médio
• Fator de carga
PREÇO MÉDIO – PM
É o indicador mais importante para saber se uma
instalação está adquirindo energia corretamente.
Utilizando a nossa analogia, vamos identifi car o PM do
km rodado e no caso da energia será em relação ao
consumo de energia (kWh).
No caso dos clientes de carga leve o PM será igual a
própria tarifa, então dependerá apenas do modelo do
veículo. Veja a tabela das tarifas dos veículos.
O PM do quilômetro rodado para os clientes de carga pesada
dependerá do valor gasto com a mensalidade referente ao peso
transportado e do valor dos quilômetros rodados. Nesse caso
identifi que o valor da fatura, divida pela quantidade de quilômetros
rodados e terá o PM.
Observe que, apesar de o cliente de carga pesada estar sujeito às mesmas tarifas (R$ 40,00/
kg e R$ 0,20/km), o PM varia. No 1º mês rodou a metade do 2º mês e o PM foi quase o
dobro. Conclui-se que quanto maior a quantidade de quilômetros rodados em relação a uma
mesma carga registrada/contratada, mais o PM diminui.
No caso da energia elétrica a fi losofi a é a mesma e deverá ser identifi cado o PM do kWh.
O PM do kWh para os clientes do grupo B será a própria tarifa e dependerá apenas da classe
do cliente. Veja a tabela das tarifas por classe do grupo B (pág. 9).
O PM do kWh para os clientes do grupo A depende do valor pago para as parcelas da
demanda (kW) e do consumo (kWh). A exemplo dos clientes de carga pesada, identifi que o
valor da fatura, divida pela quantidade de kWh registrados e terá o PM.
No caso dos clientes enquadrados na horo-sazonal é importante identifi car o PM do HP e do
HFP. Basta dividir o montante de reais da parcela do HP pelo consumo registrado no HP. O
mesmo raciocínio vale para o HFP.
De forma análoga à conclusão realizada para o transporte de carga pesada, o PM para os
clientes do grupo A será menor quando o consumo elevar-se em relação a uma mesma
demanda registrada/contratada.
A busca por um preço médio menor deve ser um desafi o constante
Como o PM é igual à tarifa, no caso dos clientes do grupo B não existem ações para reduzi-lo.
Para os clientes do grupo A, existem alguns caminhos com o objetivo de reduzir o PM:
1. Contratar demandas próximas às atuais necessidades da instalação;
É muito comum encontrar clientes que não sabem qual a sua demanda contratada. Muitos
possuem uma demanda muito abaixo ou acima das atuais necessidades. Já foi visto que
quando a demanda não estiver bem contratada o PM será mais elevado.
No caso de a demanda registrada fi car muito abaixo da contratada, você pagará por algo que
não está usando e quando estiver além do limite dos 5%, estará pagando ultrapassagem
(tarifa duas vezes maior que a normal). É importante mencionar que existe a opção de
contratar demandas diferentes para os períodos seco e úmido, mas poucos clientes utilizam
desta prerrogativa.
Uma instalação é sempre dinâmica, existem alterações na utilização e na quantidade de cargas.
Por isso acompanhe sempre suas necessidades a fi m de permanecer com a demanda contratada
próxima da registrada.
(2) A demanda mínima a ser contratada será 30 kW.
Vejamos um exemplo: o valor do quilograma é R$ 40,00 e do quilômetro rodado, R$ 0,20.
Supondo que um cliente necessitou transportar até 400 kg e rodou no 1º mês 5.000 km e
no 2º mês 10.000 km.
Então foram gastos:
1º mês: (R$ 40,00/kg x 400 kg) + (R$ 0,20/km x 5.000 km) = R$ 17.000,00
2º mês: (R$ 40,00/kg x 400 kg) + (R$ 0,20/km x 10.000 km) = R$ 18.000,00
O preço médio no 1º mês foi de R$ 3,40 (R$ 17.000,00/5.000 km) e no 2º mês foi de R$ 1,80
(R$ 18.000,00/10.000 km).
16 17
2. Enquadrar-se na melhor modalidade tarifária possível;
Com a existência das três opções tarifárias, a escolha correta possibilitará um PM menor.
A relação entre a demanda e o consumo é de suma importância e, no mercado de energia,
é conhecida como fator de carga (será detalhado a seguir). O fator de carga é um índice
que também ajuda na escolha da melhor opção tarifária. Peça a ajuda do agente de
relacionamento da Cemig para simular a melhor opção tarifária.
Conforme já foi visto anteriormente, a atual estrutura tarifária oferece três tipos de opções tarifárias
que, em função das características do consumo de cada empresa, apresentam mais
ou menos vantagens em termos de redução de despesas com energia.
Não se podem fi xar regras para esta escolha, devendo ser desenvolvida uma análise
detalhada do uso da energia elétrica, identifi cando as horas do dia de maior consumo e as
fl utuações de consumo ao longo do ano.
No entanto, é possível dizer que as tarifas horo-sazonais apresentam maiores possibilidades para
a administração das despesas com energia, permitindo obter menores custos, desde que seja
feito o acompanhamento da carga.
Outro ponto importante é que, uma vez fi xados os valores de contrato, deve-se supervisionar
e controlar a demanda, de forma a evitar que algum procedimento inadequado provoque
uma elevação que possa transformar-se em uma ultrapassagem.
Para as empresas em que a demanda varia muito ao longo do tempo, pode ser conveniente
a instalação de um sistema automático de supervisão e controle, equipamento conhecido
como gerenciador de demanda.
3. Modular a carga o máximo possível, principalmente para o horário fora de ponta;
Como foi visto, a demanda registrada será o maior somatório de cargas funcionando
simultaneamente em um intervalo de 15 minutos, durante o período de leitura (geralmente
30 dias). Neste caso, modular carga signifi ca remanejar/deslocar as cargas com
funcionamento simultâneo que estejam provocando esta demanda máxima, conhecida como
demanda de ponta, logicamente dentro das possibilidades.
Por outro lado, considerando que o custo da energia no HP pode ser 8 vezes superior ao
do HFP (tarifa de consumo da Verde), então modular/remanejar cargas para o HFP proporciona,
também, uma redução do seu PM (Ex.: em caso de manutenção programada, fazê-las
no HP).
4. Evitar pagar por reativos.
Este assunto também será detalhado a seguir a exemplo do fator de carga e é conhecido
como baixo fator de potência.
Para concluir, é importante lembrar que do mesmo modo que o PM diminui para os clientes
de carga pesada com o aumento da relação entre o quilômetro rodado e o peso, o PM para
os clientes de média e alta tensão diminuirá caso ocorra um aumento da relação entre o
consumo e a demanda. Esta relação é conhecida como fator de carga.
FATOR DE CARGA
O fator de carga, em linha geral, é o indicador que informa se um cliente de média tensão
está utilizando racionalmente a energia elétrica.
Pode ser expresso pela seguinte função básica:
É um índice cujo valor varia entre 0 e 1, capaz de apontar a relação entre o consumo de
energia e a demanda, dentro de um determinado espaço de tempo.
Fator de carga =
Consumo total (kWh)
Demanda (kW) x Tempo (h)
A melhoria (aumento) do fator de carga, além de diminuir o PM pago pela energia
consumida, conduz a um melhor aproveitamento da instalação elétrica.
Veja as fórmulas abaixo:
Fatura (R$)
PM =
Consumo total (kWh)
Fatura (R$)
PM =
Demanda (kW) x Tempo (h) x FC
Consumo total (kWh)
FC =
Demanda (kW) x Tempo (h)
Observa-se que o preço médio é inversamente proporcional ao fator de carga. Quanto maior
o FC, menor será o PM.
Sua empresa tem dois caminhos para aumentar o fator de carga
1. Manter o atual consumo de energia, mas reduzindo a parcela correspondente à demanda.
Isso se consegue modulando o funcionamento dos equipamentos, trocando os equipamentos
por outros mais efi cientes, etc.
Assim, por exemplo, uma empresa conseguiu reduzir a demanda faturada de 500 kW para
300 kW, mantendo um consumo de 120.000 kWh. E seu fator de carga que era de:
passou para:
Fator de carga =
120.000 (kWh)
500 (kW) x 730 (h)
= 0,33
Fator de carga =
120.000 (kWh)
300 (kW) x 730 (h)
= 0,55
18 19
2. Manter a demanda e aumentar o consumo de energia. Para tanto, deve-se aumentar
a produção, sem o acréscimo de novos equipamentos, mas ampliando o período de
operação.
No exemplo, se a empresa mencionada tivesse optado por esse caminho, conservaria a
demanda de 500 kW, mas aumentaria o consumo de 120.000 kWh para 200.000 kWh e
conseguiria o seguinte:
FATOR DE POTÊNCIA
Para explicar de maneira simples o que o cliente recebe de energia, vamos utilizar uma
analogia famosa, a do copo de chope. O líquido (que de fato mata a sede) corresponde à
potência ativa ou útil (que de fato produz trabalho), a espuma (pode ser apreciada, mas no
caso apenas ocupa o espaço do líquido) corresponde à potência reativa e a soma vetorial
das duas ou o copo inteiro é denominada potência aparente. Esta potência aparente é a que
geralmente a instalação recebe da Cemig.
O contrato de demanda refere-se apenas à demanda ativa (kW), que é a potência que
efetivamente realiza o trabalho através das máquinas e equipamentos elétricos. Existem
muitas instalações elétricas que necessitam da potência reativa. Essa potência, apesar de
não produzir trabalho, é necessária pois muitos equipamentos, como os motores, reatores,
etc., demandam este tipo de potência.
A demanda contratada e ou a registrada remunera a demanda ativa, então falta identifi car a
potência reativa, para que ela também possa ser faturada.
Utiliza-se o fator de potência – FP, índice que indica a relação entre a potência ativa ou útil
e a potência aparente.
FP = potência ativa/potência aparente = kW/kVA
Assim, por exemplo, se em uma instalação, em uma determinada hora, registrou-se um fator de
potência de 0,80, isso indica que 80% da potência recebida foi ativa e 20% foi reativa.
O Fator de Potência de referência é regulamentado por legislação específi ca e atualmente é
permitido o limite mínimo de 0,92. Aproveitando a analogia isto quer dizer o seguinte: até 8% de
espuma é fornecida gratuitamente, caso seja necessário mais do que isso, ou seja, registrar um
FP abaixo deste limite, o cliente irá pagar a espuma com o preço um pouco menor (o preço da
demanda reativa é igual ao da ativa mas o do consumo reativo será apenas a tarifa de energia
pois não considera a tarifa de utilização do sistema) que o preço do liquido. Veja comentários no
Capítulo a seguir, “Analise da Conta de Energia Elétrica”, com a numeração , , e .
Existem dois tipos de potência reativa: a indutiva e a capacitiva, uma compensa a outra.
Como já foi dito, muitos equipamentos, como os motores e reatores, demandam a indutiva e
outros geram a capacitiva, como os equipamentos conhecidos como “banco de capacitores”.
A legislação atual determina que a medição da potência capacitiva ocorra no período entre 0 e 6
horas e a medição da indutiva ocorra no período das 6 às 24 horas, diariamente.
Quando a demanda reativa exceder o limite de 0,92, seja capacitiva (de 0 às 6 horas) ou
indutiva (das 6 às 24 horas), serão faturadas na conta de energia a demanda reativa (UFDR)
e/ou a energia reativa (UFER) como excedentes de reativos, e a Cemig comunica para que
seja regularizada a situação.
Seguem alguns exemplos para mostrar a importância do FP (quanto mais próximo de 1, melhor).
Pot. ativa (kW) Fator de potência – FP Pot. aparente (kVA)
1º exemplo 300 1 300
2º exemplo 300 0,5 600
Observa-se que com o fator de potência igual a 0,5 a potência aparente é duas vezes maior
que a potência ativa. Isto signifi ca que a Cemig tem que fornecer o dobro da potência para
atender à mesma potência ativa.
Você então tem duas opções: pode comprar a energia reativa da Cemig e aumentar o preço
médio da sua energia ou gerar energia reativa em sua instalação.
Como vimos, a energia capacitiva compensa a reativa e existem equipamentos que geram a
energia capacitiva, conhecidos como capacitores e também os motores síncronos.
O dimensionamento do banco de capacitores para correção do FP deve ser realizado por
especialistas.
Quando o fator de potência é corrigido de maneira efi caz, as perdas de energia reduzem,
o aquecimento dos condutores e as variações de tensão diminuem, a capacidade dos
transformadores alcançam melhor aproveitamento, devido à liberação de carga. Há um
aumento na vida útil dos equipamentos elétricos, que passam a consumir a energia de forma
racional e econômica. Todo o sistema de distribuição de energia também sai ganhando.
Fator de carga =
200.000 (kWh)
500 (kW) x 730 (h)
= 0,55
27 28 29 30
20 21
A Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica é um importante documento para o gerenciamento
energético, por isso é necessário conhecê-la e interpretá-la.
Geralmente a Fatura de Energia chega nas Empresas e vai direto para a contabilidade poder
pagar. É recomendável que outras pessoas, com os conhecimentos adquiridos nesta publicação
passem a receber uma cópia da Conta para analise e verifi car se o preço médio está
sendo o menor possível.
Então é muito importante que exista nas Empresas uma equipe responsável por implantar e
dar continuidade ao Programa de Gestão Energética. Esta equipe é conhecida como CICE –
Comissão Interna de Conservação de Energia.
Apenas com analise dos dados da Conta será possível verifi car se o Programa está tendo
sucesso. Diante da importância desta analise segue um exemplo de uma Fatura.
Trata-se de uma conta fi ctícia, de um cliente do subgrupo A4 enquadrado na modalidade
tarifária Azul, onde a simulação realizada permitiu apresentar o maior número de situações
possíveis.
A Conta dos clientes de média tensão, público alvo desta Revista, é composta de duas
partes. Na primeira são apresentadas as informações sobre o cliente e os valores faturados.
Na segunda parte está o demonstrativo de como as grandezas foram obtidas.
Todos os campos receberão uma numeração de forma facilitar a identifi cação e a descrição
destes campos estará logo a seguir.
Análise da
conta de
energia elétrica
22 23
1
3 4 2
5 6
7
8
16
18
19
27
28
29
30
9
10 17
11
14 13 14 13
21 20 21 20
32 31 32 31
26 25 26 25
12
15
16
18 18
19 19
22
7
27
8
28
23
24
29 29
30 30
34 33
Cemig Distribuição S.A. CNPJ 06.981.180/0001-16 / Insc. Estadual 062.322136.0087 / Av. Barbacena, 1.200 – 17º andar – Ala A1 – CEP 30190-131 – Belo Horizonte – MG
www.cemig.com.br/atendimento
Emergências: 0800 723 2827
Cemig Distribuição S.A. CNPJ 06.981.180/0001-16 / Insc. Estadual 062.322136.0087 / Av. Barbacena, 1.200 – 17º andar – Ala A1 – CEP 30190-131 – Belo Horizonte – MG
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Emergências: 0800 723 2827
24 25
O valor de ultrapassagem neste exemplo é 180 kW no HFP (1.080 – 900) e não ocorreu no
HP pois a registrada fi cou dentro do limite de tolerância.
Em alguns clientes de média tensão a medição pode ser realizada antes do transformador,
sendo conhecida como medição em Baixa Tensão. Neste caso acrescentam-se as Perdas de
transformação que são de 2,5% de toda demanda registrada.
Não é o caso deste exemplo, mas caso fosse, teríamos que considerar estas perdas.
Ex.:Perdas no HFP = (2,5% x 1.080)= 27 kW
Então a demanda de ultrapassagem no HFP seria:
Ex.:Dem. Ultrap. HFP = 180 kW + 27 kW = 207 kW
Energia ativa em kWh: Indicam os valores faturados de energia nos HFP/Único e HP,
respectivamente. As energias faturadas são os valores de energia registrados acrescidas das
perdas de transformação quando houver. O valor de não existe para Tarifa Convencional.
No Demonstrativo de Grandezas são indicados os valores de energia elétrica registrados
(kWh) nos HFP/Único e HP . São os resultados das diferenças de leituras de kWh
(atual - anterior ), vezes a constante de faturamento de kWh .
Ex.: Energia registrada no HFP: [(18.600 – 18.509) x 1.800] = 163.800 kWh
Como já foi explicado, caso a medição fosse em Baixa Tensão, o valor de energia que seria faturado
deveria levar em consideração as perdas de transformação, ou seja:
Ex.: Perdas no HP: (2,5% x 163.800)= 4.095 kWh
Então os valores faturados de energia ativa seriam os registrados acrescidos das perdas de transformação
quando houver, ou seja:
Ex.: energia ativa HP = 163.800 kWh + 4.095 kWh = 167.895 kWh
DMCR (Demanda Máxima Corrigida Registrada): Indicam os valores de DMCR nos
HFP/Único e HP respectivamente. São calculadas através das diferenças de leituras de
DMCR (atual - anterior ) vezes a constante de faturamento de kW , dividido por
100.
Ex.: DMCR no HFP = [(6.483 – 6.418) x 1.800] / 100 = 1.170
Demanda Reativa - UFDR: Indicam os valores faturados de demanda reativa nos HFP
e HP, respectivamente. Esses valores aparecem quando as DMCRs superarem as demandas
faturadas e são obtidos da diferença das DMCR e das demandas faturadas nos respectivos
horários acrescidos das perdas de transformação quando houver. O valor de não existe
para Tarifa Verde e Convencional.
No Demonstrativo de Grandezas são indicados os valores de demanda reativa registradas
-UFDR nos HFP/Único e HP .
Ex.: Demanda Reativa HFP: 1.170 – 1.080 = 90 kW
26 15
21 22
18
18
19
33
19
19
20
25
27
27
28
28
28
23 24
Nº do Cliente: este número deve ser utilizado para o cliente identifi car-se ao ligar para o
novo telefone da Cemig que é o 116.
Nº da instalação: este número identifi ca uma instalação consumidora, pois um mesmo
cliente pode possuir várias instalações (Ex.:residência, sitio, comércio, etc).
Classifi cação: indica o ramo do cliente: industrial, comercial, rural, etc.
Categoria: indica em qual modalidade tarifaria (Convencional, THS Azul ou Verde) o cliente
está enquadrado e logo em seguida o subgrupo (no Ex. está na tarifa Azul e pertence ao A4).
Leitura Anterior e Atual: indicam o intervalo de leitura, isto é, possibilita identifi car
a quantidade de dias e o período no qual a energia foi utilizada. Deve ser desprezado o
dia da leitura anterior e considerado o dia da leitura atual. Nesse caso, foram 31 dias e o
período foi: 02/07 à 01/08. Verifi que que apesar da conta ser de agosto/2011, o período
inclui a maioria dos dias do mês de julho/2011.
Demanda Ativa em kW: Indicam os valores faturados de demanda nos HFP/Único e
HP, respectivamente. Esses valores obedecem regras que foram apresentadas no item Estrutura
Tarifária (pág. 13). Referem aos valores das demandas registradas e quando
estes fi carem acima dos valores de demandas contratadas e . Quando os valores
registrados fi carem abaixo dos valores contratados serão faturadas as demandas contratadas
(veja exemplo na pág. 13). O valor de não existe para THS Verde e Convencional.
Ex.: Neste exemplo foram faturados os valores registrados e pois ocorreram ultrapassagens nos dois
horários.
Demanda Contratada em kW: no Demonstrativo de Grandezas são indicados os valores
de demanda contratadas nos HFP/Único e HP, respectivamente. O valor do HP 10 não
existe nas modalidades Verde ou Convencional. Como já foi mencionado, deve-se contratar
demandas próximas às atuais necessidades.
Demanda ativa Registrada em kW: No Demonstrativo de Grandezas são indicadas as
demandas registradas (kW) nos HFP/Único e HP, respectivamente. São calculadas através
das diferenças de leituras de kW (atual – anterior ) vezes a constante de faturamento
de kW, dividido por 100.
Ex.:Dem. Reg. HFP = [(5.750 – 5.690) x 1.800] / 100 = (60 x 1.800) / 100 = 1.080 kW
Ultrapassagem em kW: Quando a demanda registrada fi car acima do limite de 5%
da contratada (veja Estrutura Tarifária, pág. 13), a diferença será faturada com tarifa de ultrapassagem
(duas vezes maior que a tarifa normal).
No exemplo as demandas contratadas com os 5 % de tolerância são 945 kW no HFP e 893
kW no HP. No exemplo ocorreu a ultrapassagem de 180 kW no HFP mas não ocorreu no HP.
O cálculo para defi nir o valor de ultrapassagem será a diferença da registrada 11 e a contratada
(9) quando ocorrer a ultrapassagem do limite de tolerância de 5%, acrescida das
perdas de transformação quando houver.
9
9
9
5
7
10
10
10
6
8
8
11
11
11
11
12
12
12
1
2
3
4
13 14
15
Os números a seguir representam os campos da conta de energia elétrica, numerados sequencialmente.
Alguns desses campos referem-se a uma mesma grandeza, embora apresentados
em horários diferentes. Nestes casos, usaremos apenas uma descrição para os dois campos,
identifi cados por dois números, ou seja, o que for descrito para o HFP vale para o HP.
16 17
26 27
APRENDA A IDENTIFICAR O SEU CONSUMO ESPECÍFICO E A GERENCIÁ-LO
O consumo específi co é um índice que indica o total de energia consumida
para o processamento completo de um determinado produto ou para a
prestação de um serviço. É um dos parâmetros de maior importância
em estudos que envolvam o uso racional de energia nas empresas.
A importância da identifi cação do(s) consumo(s) específi co(s) se
prende ao fato de que ele é um índice que facilita a apuração dos
resultados de economia de energia.
A busca por um menor consumo específi co, através da implementação
de ações voltadas para o uso racional de energia, deve ser uma
preocupação permanente da CICE (Comissão Interina de Conservação
de Energia).
Para explicar a necessidade da identifi cação do consumo específi co, vamos usar a analogia do
consumo de combustível por um veículo. O proprietário de um veículo, quando deseja controlar o
consumo de combustível do seu carro, não deve verifi car qual o consumo total de litros por mês,
mas sim quantos quilômetros por litro o veículo está realizando.
Muitas variáveis infl uenciam no consumo: quantos km foram percorridos na estrada e dentro
da cidade, se o ar condicionado foi ou não utilizado, quantos passageiros o carro transportou,
etc. É importante que o proprietário esteja atento a todas essas variações, mas o que
mais infl uencia o consumo são os quilômetros rodados.
De maneira análoga deve ser feito o acompanhamento do consumo de energia elétrica.
Muitas variáveis infl uenciam no consumo de energia elétrica: variação do número de dias
para realização da medição, o clima, férias, novos equipamentos que são ligados, interrupções
programadas para manutenção, variação de produção, etc.
Da mesma maneira que não faz sentido acompanhar o consumo
de combustível de um veículo simplesmente pelos litros que ele
consumiu no mês, também não fará sentido acompanhar o consumo
de energia elétrica (kWh) pelo consumo mensal registrado
(informado em sua fatura). O correto será identifi car qual é o
seu consumo de energia elétrica para o processamento completo
de um determinado produto ou para a prestação de um
serviço.
Orientações para
gerenciar o consumo
de energia
Como já foi explicado, caso a medição fosse em Baixa Tensão, deveria levar em consideração
as perdas de transformação, ou seja:
Ex.: Perdas de Transf. Dem. Reativa HFP = (2,5% x 90)= 2,25 kW
Então o valor de demanda reativa faturada seria:
Ex.: Demanda Reativa HFP = 90 kW + 2 kW = 92 kW
Obs.: Observe que o valor da tarifa de demanda reativa do HFP e HP é igual ao valor da tarifa
da demanda ativa do HFP.
Energia Reativa: Indicam os valores faturados de energia reativa nos HFP e HP, respectivamente.
Esses valores aparecem quando o Fator de Potência horário for menor que
0,92 (ver item Fator de Potência). As energias reativas faturadas são os valores de energia
reativas registrados acrescidas das perdas de transformação quando houver. O valor de
não existe para Tarifa Convencional.
No Demonstrativo de Grandezas são indicados os valores de energia reativa registradas -
UFER nos HFP/Único e HP . São os resultados das diferenças de leituras de UFER
(atual - anterior ), vezes a constante de faturamento de kWh .
Ex.: Energia reativa registrada no HFP: [(1.660 – 1.656) x 1.800] = 7.200 kWh
Obs.: Observe que neste caso o valor da tarifa da energia reativa do HFP e HP são diferentes,
são menores que os valores da energia ativa do HFP.Para estes consumidores do A4
a tarifa de energia ativa é composta de 2 parcelas: da TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de
Distribuição) e da TE (Tarifa de Energia); na cobrança da energia reativa só é considerada a
parcela da TE.
Como já foi explicado, caso a medição fosse em Baixa, o valor de energia reativa que seria
faturado deveria levar em consideração as perdas de transformação, ou seja:
Ex.: Perdas no HFP: (2,5% x 7.200)= 180 kWh
Então os valores faturados de energia reativa seriam os registrados acrescidos das perdas de
transformação quando houver, mas não é o caso.
Ex.: energia ativa HFP = 7.200 kWh + 180 kWh = 7.380 kWh
P e r c e n t u a l d e P e r d a s : Quando a medição é realizada na média tensão este
valor não aparece como neste exemplo. Caso a medição seja realizada na baixa tensão, esse
valor será 2,5%. Considera-se que o transformador possui uma perda de transformação de
2,5% em todas as grandezas envolvidas (kW, kWh e kVAr).
F a t o r d e C a r g a : Indicam os fatores de carga nos HFP e HP. Este fator já foi detalhado
no capítulo anterior.
F a t o r d e P o t ê n c i a : Indica o fator de potência, aparece quando a unidade consumidora
for faturada na modalidade Convencional. Esse valor não deve ser menor que 0,92,
pois caso isso ocorra, sua fatura será onerada com o pagamento de reativos. Este fator já foi
detalhado no capítulo anterior.
29
29
33
31 32 22
34
35
30
30
30
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Como já foi visto, o consumo de energia elétrica é igual à Potência dos equipamentos x
Tempo de funcionamento dos mesmos = Wh. Portanto, basicamente existem apenas estas
opções: diminuir a potência e/ou diminuir o tempo de funcionamento.
Para diminuir a potência devem-se usar equipamentos ou processos mais efi cientes e
elaborar estudo visando verifi car a possibilidade da redução da simultaneidade da operação
das diversas cargas que compõem a instalação (modulação).
Para diminuir o tempo de funcionamento, deve-se atuar na mudança de hábitos/processos
ou utilizar o recurso da automação.
APRENDA A IDENTIFICAR O SEU CUSTO ESPECÍFICO E A GERENCIÁ-LO
O outro índice que deverá ser identifi cado e gerenciado é o custo específi co:
Custo específi co = consumo específi co (kWh/unidade) x preço médio (R$/kWh) ou
simplesmente o valor da fatura dividido pelas unidades ou serviços produzidos (R$/unidade)
Aproveitando os resultados do exemplo do item anterior, onde o consumo específi co anterior, e
após a implantação de algumas medidas de efi centização energética, era 10 kWh/peça e 7 kWh/
peça, respectivamente, e considerando um preço médio de R$ 0,30/kWh; obtém-se a redução
do custo específi co de:
10 kWh/peça x R$ 0,30 = R$ 3,00/peça
7 kWh/peça x R$ 0,30 = R$ 2,10/peça
Lembre-se que existem várias possibilidades de reduzir o preço médio para clientes de média
tensão. Nesse caso foi mantido constante.
Conclui-se que para consumidores atendidos em média tensão existem duas possibilidades
para redução do custo específi co, ou seja, para a redução de custo com energia: atuar na
redução do consumo específi co e do preço médio.
O consumo específi co da maioria das unidades consumidoras do setor comercial/serviços é
o consumo (kWh) dividido pelo número de dias realmente trabalhados no intervalo de leitura
(kWh/dias trabalhados). Neste caso, ele serve para demonstrar o quanto de energia elétrica
é realmente utilizado para proporcionar um dia de trabalho com conforto. Alguns segmentos
deste setor (comercial) possuem outros tipos de consumo específi cos, como por exemplo:
hotéis (kWh/diárias ou kWh/nº de hóspedes, o que dependerá da taxa de ocupação).
No setor industrial, geralmente, será em relação ao que está sendo produzido.
Por exemplo, uma indústria consumiu 10.000 kWh para produzir 8 toneladas de um produto
A e 3 toneladas de um produto B. O importante é descobrir o quanto de energia elétrica foi
utilizado para produzir A e B. Vamos supor que depois de realizado o rateio de energia elétrica,
chegou-se a 70% da energia elétrica utilizada para produzir A. Então:
• o consumo específi co de A é igual a 7.000 kWh/ 8t = 875 kWh/ t;
• o consumo específi co de B é igual a 3.000 kWh/ 3t = 1.000 kWh/ t.
Através deste exemplo conclui-se que uma empresa pode ter mais de um consumo específi co.
A identifi cação do consumo específi co vai depender do bom senso. O importante é descobrir
o que realmente faz alterar o consumo de energia elétrica. Acompanhar simplesmente
a variação do consumo (kWh) mensal não é sufi ciente, pois, após implementar medidas de
economia de energia, o consumo pode aumentar devido a um aumento de produção, aumento
de carga e outras variáveis.
Veja os exemplos.
Antes de adotar as medidas de efi ciência energética, uma empresa consumia 1.000 kWh
para produzir 100 peças.
Então, o consumo específi co (antes) = 1.000 kWh/100 = 10 kWh/peça
Ex.1: supondo que, após adotar as medidas de efi ciência energética, a empresa passou a consumir
2.100 kWh, entretanto aumentou a produção para 300 peças.
Então, o consumo específi co (após) = 2.100 kWh/300 = 7 kWh/peça
Ex.2: após adotar as medidas de efi ciência energética, passou a consumir 700 kWh, mas continuou a
produzir 100 peças.
Então, o consumo específi co (após) = 700 kWh/100 = 7 kWh/peça
A implantação de um programa de gestão energética não implica, necessariamente, em
redução do consumo de energia elétrica (kWh) e, sim, na redução do consumo específi co.
No próximo capítulo será apresentada uma planilha que facilitará o levantamento e o
gerenciamento do consumo específi co.
Como reduzir o consumo específi co de energia elétrica?
Esta é a questão fundamental. A princípio, a resposta parece complexa, mas na verdade
é muito simples. Considerando que o consumo específi co é igual ao consumo de energia/
produção e sabendo que a produção será determinada pela necessidade de mercado ou por
estratégias empresariais, devemos atuar apenas no numerador dessa relação, o consumo de
energia.
30 31
Reúna as Notas Fiscais/Contas de Energia Elétrica do ano anterior(no caso 2010) e do ano
atual(no caso 2011) e proceda conforme a seguir para o preenchimento da 1ª Planilha:
1º - Identifi que o ciclo de faturamento: O ciclo corresponde ao intervalo de leituras que compreende
os dias entre a data da leitura anterior e a data da leitura atual, desconsiderando o
dia da leitura anterior. No exemplo da Planilha vamos considerar o intervalo da fatura apresentada
nesta publicação, que foi de 02/07 até 01/08. Observe que apesar da data da leitura
anterior ser 02/07, o ciclo considerado inicia 03/07.
2º - Indique o consumo de energia e o valor da fatura do período: não se esqueça que os
valores da fatura do mês referem-se ao consumo do mês anterior. Escolha se irá utilizar o
valor com ou sem impostos e taxas e mantenha essa escolha em todos os meses.
3º - Verifi que a produção neste intervalo: faça o levantamento do que foi produzido
durante o intervalo de leitura. Se não for possível, estime, baseie-se na produção média diária
verifi cada em período próximo ao intervalo de leitura. Ex.: número de dias realmente
trabalhados, quantidade de matéria-prima utilizada, horas-aula ministradas, toneladas de
produto, peças, etc.
4º - Calcule o consumo específi co: divida o consumo total pela produção do respectivo período.
5º - Calcule o custo específi co: divida o valor da fatura pela produção do respectivo mês.
A partir da 13ª conta já será possível calcular as economias.
Proceda da seguinte forma para o preenchimento da 2ª planilha, a de resultados.
6º - Calcule o preço médio: divida o valor da fatura pelo consumo total.
7º - Calcule as economias:
Energia (kWh) = (consumo específi co anterior – atual) x produção atual
Valores (R$) = (economia em kWh x preço médio)
8º - Elabore os gráfi cos de acompanhamento: do consumo específi co, custo específi co,
economia em kWh e economia em reais.
9º - Análise: analise os motivos das variações.
Ex.: maior número de feriados, adoção de medidas de economia, maior número de horas trabalhadas,
produtos com características diferentes, mudança de processo, etc.
10º - Divulgação: é importante que tanto o gráfi co como a tabela sejam do conhecimento de
todos e não somente dos responsáveis pelo pagamento das contas e da CICE.
11º - Metas: estabeleça metas de redução do consumo específi co de energia elétrica.
Ex.: 90% do consumo específi co do respectivo mês do ano anterior ou 90% da média dos consumos específi cos
do ano anterior. Estabeleça ações para atingir a meta.
“O que não é medido não é controlado”. Na gestão energética,
esta máxima se aplica inteiramente. A verifi cação, análise e
acompanhamento dos resultados são premissas básicas nas
atividades desenvolvidas pela CICE.
COMO DIMENSIONAR AS ECONOMIAS EM ENERGIA (kWh) E VALORES (R$)
Os resultados esperados de um Programa de Gestão Energética, basicamente, são verifi cados
através de apenas duas constatações: economia calculada pela redução do consumo de energia
(kWh) e em valores fi nanceiros (R$). Não devem ser verifi cadas estas reduções na fatura
de energia e sim calculando o consumo específi co antes e após a implementação de um “Programa
de Gestão Energética”
A redução do consumo de energia elétrica em kWh é obtida mediante a diferença do consumo
específi co antes e após a implementação das medidas, multiplicada pela produção atual.
Aproveitando os dados dos exemplos utilizados no capítulo anterior:
A diferença de consumos específicos foi: 10 kWh/peça – 7 kWh/peça = 3 kWh/
peça. No exemplo 1 a produção atual passou a ser de 300 peças e no exemplo 2 a
produção manteve-se em 100 peças. Então:
As economias em kWh seriam: 3 kWh/peça x 300 peças = 900 kWh no exemplo 1
3 kWh/peça x 100 peças = 300 kWh no exemplo 2
A redução do consumo de energia elétrica em R$ é obtida pela diferença do custo específi co antes
e após a implementação das medidas, multiplicada pela produção atual ou, simplesmente,
pela economia total em kWh multiplicada pelo preço médio.
Nos exemplos utilizados, a redução do custo específi co foi de: 3,00 – 2,10 = R$ 0,90/peça
e as economias em reais seriam:
R$ 0,90/peça x 300 peças ou 900 kWh x R$ 0,30/kWh = R$ 270,00
R$ 0,90/peça x 100 peças ou 300 kWh x R$ 0,30/kWh = R$ 90,00
Para facilitar o controle dos resultados, será apresentada uma metodologia que permita
acompanhar as evoluções dos consumos e custos específi cos, das economias em kWh e em reais.
As planilhas apresentadas a seguir estão simplifi cadas, baseiam-se apenas em um
consumo total e em um produto. As empresas com mais de um produto e que possuam
consumos nos horários de ponta e fora de ponta devem refi nar as planilhas
apresentadas.
Verificando
os resultados
32 33
O controle apresentado corresponde a um modelo mais simplificado. Cabe à CICE ou à empresa,
em função de suas experiências e complexidades, aprimorar o modelo proposto.Como já foi dito,
os controles podem ser realizados considerando os horários de ponta e de fora de ponta, por
produto, etc.
Variação do custo específico (R$/unidade)
Economia (kWh)
Economia (R$)
0,98
0,96
0,94
0,88
0,86
0,84
0,82
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
0,90
0,92
1,00
R$/unidade
50
40
30
20
10
0
-10
-20
-30
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
kWh
0,00
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
R$
-8,00
-6,00
-4,00
-2,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
14,00
2010 2011
Mês de Economia Preço médio Economia Acumulado
referência no mês (kWh) (R$/kWh) no mês (R$) atualizado (R$)
Janeiro 25 0,2000 5,00 5,00
Fevereiro 33 0,2071 6,77 11,95
Março -25 0,1889 -4,72 6,17
Abril 19 0,2000 3,76 10,30
Maio 15 0,2000 3,00 13,30
Junho 35 0,2000 7,00 20,30
Julho -25 0,1889 -4,72 14,45
Agosto 47 0,2000 9,41 24,71
Setembro 15 0,2000 3,00 27,71
Outubro 8 0,2417 1,93 35,42
Novembro 15 0,1909 2,86 30,84
Dezembro -24 0,2000 -4,74 27,57
Planilha de acompanhamento
Planilha de resultados
Dados de identificação da empresa
Referência: Identificador:
Grupo: Modalidade tarifária: Nº do contrato:
Planta/unidade: vigente anterior 1 anterior 2
Demanda contratada fora de ponta ou única – kW
Demanda contratada de ponta – kW
Atividade produtiva:
Produto:
Acabado:
Controle do consumo e custo específicos
Mês/ano de Ciclo de Consumo Total fatura Produção Consumo específico Custo específico
referência faturamento (kWh) (R$) (*) (kWh/*) (R$/*)
jan/10 1.000 200,00 200 5,00 1,00
fev/10 700 145,00 150 4,67 0,97
mar/10 900 170,00 180 5,00 0,94
abr/10 800 160,00 170 4,71 0,94
mai/10 1.000 200,00 200 5,00 1,00
jun/10 03/07- 01/08 1.000 200,00 200 5,00 1,00
jul/10 900 170,00 180 5,00 0,94
ago/10 800 160,00 170 4,71 0,94
set/10 1.000 200,00 200 5,00 1,00
out/10 600 145,00 150 4,00 0,97
nov/10 1.100 210,00 220 5,00 0,95
dez/10 900 180,00 190 4,74 0,95
Mês/ano de Ciclo de Consumo Total fatura Produção Consumo específico Custo específico
referência faturamento (kWh) (R$) (*) (kWh/*) (R$/*)
jan/11 1.000 200,00 205 4,88 0,98
fev/11 700 145,00 157 4,46 0,92
mar/11 900 170,00 175 5,14 0,97
abr/11 800 160,00 174 4,60 0,92
mai/11 1.000 200,00 203 4,93 0,99
jun/11 1.000 200,00 207 4,83 0,97
jul/11 03/07- 01/08 900 170,00 175 5,14 0,97
ago/11 800 160,00 180 4,44 0,89
set/11 1.000 200,00 203 4,93 0,99
out/11 600 145,00 152 3,95 0,95
nov/11 1.100 210,00 223 4,93 0,94
dez/11 900 180,00 185 4,86 0,97
* Colocar a unidade de produção (toneladas, peças, horas trabalhadas, etc.).
O valor positivo indica a economia de energia elétrica, devendo ser verificadas as medidas implementadas
que contribuíram para essa economia.
O valor negativo indica que pode ter ocorrido um desperdício de energia elétrica ou um aumento de carga.
Procure identificar os motivos e descrevê-los (por exemplo: horas extras, aumento de carga, etc.).
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Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig Distribuição
Av. Barbacena 1200 - Belo Horizonte - MG
EQUIPE TÉCNICA
Coordenação - Texto
Superintendência de Relacionamento Comercial com Clientes de Distribuição - RC
Programa Energia Inteligente - E.I
Autor: Leonardo Resende Rivetti Rocha
Coordenação - Edição
Superintendência de Comunicação Empresarial
Responsável: Fernando Ferreira Melo
Fotografi a: Eugênio Pacelli
Patro cínio
Effi cientia
Espera-se que com as informações aqui trazidas já seja possível uma
melhor interpretação da sua fatura de energia, a busca por um aumento
do fator de carga, a escolha da melhor opção tarifária, a contratação
das demandas (HP e/ou HFP) que atendam às suas reais
necessidades, a redução ou eliminação da cobrança dos reativos
excedentes, a redução do consumo específi co, o que implicará na
redução do seu custo específi co com energia.
Uma Comissão Interna de Conservação de Energia - CICE deverá
ser constituída para implantação do Programa de Gestão Energética –
PROGEN. Como foi visto existem inúmeras ações que possibilitarão uma
melhor utilização da energia, o que certamente contribuirá por tornar sua
Empresa mais competitiva e também, para a postergação de novos investimentos
no setor elétrico. Esta atitude cidadã possibilita a preservação
do meio ambiente para as próximas gerações. Além dos ganhos
fi nanceiros, você estará contribuindo para o desenvolvimento
sustentável do nosso Planeta.
Outro fato importante foi de modo a formalizar as diretrizes a serem
seguidas e instruir o mercado sobre o consumo racional de energia,
em junho/2011 foi publicada a norma internacional de gestão da energia
da International Organization for Standardization: a ISO 50.001, por
meio da qual empresas que adotarem políticas de sustentabilidade,
visando um consumo inteligente, poderão ser certifi cadas.
Saliente-se que a Effi cientia é a empresa da CEMIG especializada em
soluções energéticas e poderá fornecer os mais diversos serviços à sua
Empresa, desde treinamentos para criação de CICE’s até o desenvolvimento
e viabilização de grandes projetos de efi ciência energética.
É importante conhecer o estabelecido na Resolução Normativa Nº 414,
de 9 de setembro de 2010, que estabelece de forma atualizada e consolidada
as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica a
ser observado tanto pelas concessionárias e permissionárias quanto
pelos consumidores.
Em caso de dúvida “Fale com a Cemig” ligue para o telefone 116, a
ligação é gratuita e estamos á disposição 24 horas por dia.
Não deixe de entrar em contato com a “Melhor Energia do Brasil”.
Conclusões